Liderança, plenitude e satisfação na jornada

Vença tudo o que impede o seu crescimento e engaje-se para despertar todo o seu potencial



Por Alessandra Machado

Há um grande poder no movimento. Um líder certamente é alguém que está em movimento constante: movimentos internos e/ou movimentos externos. Os movimentos internos falam de autoconhecimento, da aprendizagem que visa à melhoria contínua. Os movimentos externos têm a ver com a busca de recursos para potencializar resultados, os quais podem ser pessoais ou profissionais.


No exercício da liderança, é possível que nos sintamos paralisadas muitas vezes, sem conseguir avançar em direção aos nossos objetivos. Tal sentimento de paralisia pode ser causado por impedimentos que encontramos na própria jornada da vida e/ou da liderança.


Gosto da definição de que liderar é influenciar. E acredito que a primeira pessoa que influenciamos seja nós mesmas. Nesse sentido, devemos nos perguntar: “Como está sendo essa influência?” “Ela têm gerado estagnação, retrocesso ou avanços?”


Ainda que capacitadas, existem mulheres que não desenvolvem a arte da liderança em sua plenitude por estarem sob os ditames de impedimentos internos e externos que minam sua versatilidade. A seguir, destaco pontos de atenção que tenho percebido em minha jornada como líder:


Impedimentos internos


Autoestima equivocada: A autoestima determina o sucesso ou o insucesso em várias áreas da vida: pessoal, ministerial, profissional.


A autoestima é formada especialmente nos primeiros 12 anos de vida, através de várias situações, por exemplo: a comunicação com os pais, a saúde dos relacionamentos com os parentes e amigos, o estilo de criação, o reforço dos pontos fortes da criança, a qualidade do que lhe é dito, entre outras vivências. Falhas nessa dinâmica podem causar culpa, intenso medo de fracassar ou de não ser suficientemente capaz, gerando agressividade, timidez paralisante, insegurança, ansiedade, competição acirrada, prepotência e perfeccionismo.

Deve-se buscar ajuda em Deus e contar com o apoio de pessoas qualificadas para vencer uma autoestima equivocada. Além, é claro, de força de vontade e disposição para superá-la.


Excesso de autocobrança: Sem dúvidas, temos de ter padrões de excelência no que fazemos. Isso é bom. No entanto, é fundamental diferenciar a autocobrança saudável da ruim: uma nos leva a fazer melhor e a superar limitações; outra, descredibiliza tudo que o já foi feito, vive da comparação e nunca celebra os próprios avanços.


Diálogos internos negativos: Além de influência, liderança é comunicação. Um líder está sempre comunicando, pensando acerca de si, das pessoas e do mundo. Existe, porém, uma forma de comunicação que merece atenção redobrada: o diálogo interno, a história que contamos nós mesmas. Se ele for negativo, pesaroso e limitante, dizendo-nos que não somos suficientemente capazes, aprovadas, altas, magras, inteligentes, boas ou espirituais, certamente minará toda a nossa vitalidade e se tornará um fardo pesado.


“Se nosso diálogo interno for negativo, certamente minará toda a nossa vitalidade e se tornará um fardo pesado.”

Preocupação excessiva com a opinião dos outros. Ao desempenhar a liderança, ficamos expostas a críticas acerca de quem somos e do que desempenhamos Preocupar-se exacerbadamente com isso pode neutralizar nossa atuação. A preocupação exagerada pode ser um indício da necessidade de aprovação. Ser reconhecido é muito bom, mas temos de lembrar que a aprovação total vem somente de Deus. Ele deve ser nossa fonte de aprovação, e a quem, em primeira instância, devemos agradar.

Para vencer a preocupação excessiva com a opinião dos outros é necessário peneirar as informações. Ao saber de algum boato a seu respeito, pondere: O que falam? Por que falam? Quem fala? Há veracidade? Como posso crescer com isso?


Impedimentos externos


Dificuldade para descobrir dons e talentosde “encontrar o seu lugar”. Devemos olhar para dentro e fora de nós e perceber quais são os nossos gostos, sucessos e aptidões. Percebê-los nos ajuda a não desperdiçar tempo e energia com atividades que não nos agrada ou motiva. Cada pessoa desenvolve seu estilo de liderança a partir dos dons e habilidades que tem. Não conhecê-los torna-se um grande obstáculo para a plenitude.


“Cada pessoa desenvolve seu estilo de liderança a partir dos dons e habilidades que tem. Não conhecê-los torna-se um grande obstáculo para a plenitude.”

Falta de mentoria. Um mentor é alguém que aponta caminhos em meio às impossibilidades, que dá suporte para que o mentoreado chegue ao objetivo. Nem todas as pessoas são mentoras, mas todo ser humano, homem ou mulher, precisa ser mentoreado. Até Jesus, nosso Senhor e modelo de conduta e liderança, foi mentoreado, porque só fazia aquilo que o Pai lhe ordenava. Sendo assim, reflita: Quais são as pessoas que têm guiado você? Como seus relacionamentos o projetam para sua missão, visão e seu propósito de vida?

Cerque-se de pessoas que já tenham os resultados que você quer, inspire-se nelas, procure mulheres que tenham profundidade naquilo que você almeja desenvolver. Gaste tempo de qualidade em sua companhia, sirva-lhes e aprenda com a experiência que possuem.


Falta de amigas e incentivadoras. Somos seres sociais, precisamos de amigos. Todos precisamos de apoiadores que nos digam: “Vá em frente, você vai conseguir!”; “Lute, avance, vença, uau, vitória!”.¨ Aqui vale recordar o trecho de Filipenses 2.4: “Não tenha em vista cada um o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros”. Assim como precisamos de apoio, precisamos apoiar quem está ao nosso lado!


Vamos refletir e iniciar um plano de ação?


Quais os seus maiores obstáculos? São internos ou externos? Independentemente do que sejam, saiba que há saída para cada um deles. Pare de se comparar com outros e com os resultados alheios. Se você errou, aprenda com a situação e enxergue-a como oportunidade de crescimento, fortalecimento e aprendizado. Reconheça seus pontos fortes. Busque autoconhecimento e, principalmente, busque sabedoria do alto, observando atentamente a realidade ao redor e a provisão do Senhor. Em todos os momentos, lembre-se: "Não tema, pois estou com você, não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; eu o segurarei com a minha mão direita vitoriosa" (Is 41.10).


Alessandra Machado é integrante e articulista de Mulheres Mentoras. Pedagoga e teóloga com pós-graduação em Docência do Ensino Superior pela Universidade Dom Bosco, é Mestre em Ministério Prático pelo Instituto de Liderança Wagner. Formada em Coach Sistêmico, realiza treinamentos nas áreas de liderança e discipulado. Há 25 anos exerce a função de vice-presidente no Ministério Apostólico Internacional Shalom, em São Luís (MA). Alessandra é casada com o Apóstolo Silvio Antônio, mãe de Timóteo e Thalita Raquel.

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