Fazendo Discípulos – Primeiros Passos


Não importa se a pessoa é um cristão relativamente novo, um antigo membro de igreja, um líder ou um pastor, a questão de como começar um relacionamento para fazer discípulos é desafiadora.

Por David Kornfield


Aqui vão algumas sugestões para iniciar:


1. Definições. Defina claramente o que é um discípulo e um discipulador. Se não fizer isso e chegar a uma conclusão em conjunto com outras pessoas sobre isso, você caminhará em algum grau de confusão e incerteza. Isso pode levar a conflitos e desilusões quando fica claro que existem perspectivas ou pressupostos fundamentalmente diferentes relacionados a esses termos. Algumas definições possíveis. Sinta-se à vontade para modificá-las!

  1. Um discípulo é um seguidor de Jesus. Amplificando o conceito, um discípulo é um seguidor de Jesus que cresce intencionalmente para se tornar como ele, comprometido com sua missão. Esta definição é simples e intuitiva com suas três dimensões: seguir Jesus, crescer e ser enviado.

  2. Um discipulador é alguém que intencionalmente ajuda outros a se tornarem como Jesus. Amplificando o conceito, um discipulador é aquele que intencionalmente ajuda outros a se tornarem como Jesus amando, sendo exemplo, equipando e motivando.

2. Modelos: Por trás dessas definições há vários modelos ou pressuposições. Algumas pessoas estão familiarizadas com apenas um modelo e podem ser resistentes a qualquer outro modo de discipulado; outros podem ser resistentes ao modelo que conhecem porque tiveram péssimas experiências. Reconhecendo as más experiências e tomando conhecimento de múltiplos modelos pode abrir a comunicação e os corações.

  1. Fazer discípulos pode ser em grupo (colegiado, duas pessoas ou um pequeno grupo mutuamente e intencionalmente ajudando um ao outro a se tornar como Jesus) ou aprendizado (uma pessoa intencionalmente ajudando outras que reconhecem o seu ou a sua liderança-serva madura). Isto será nutrido pelo ensino e adoração corporativa (por exemplo, toda a congregação junto), mas beneficia muito com a aplicação pessoal e a prestação de contas possibilitada por relacionamentos comprometidos.

  2. Discipulado pode ser um-a-um ou grupo pequeno. Fazer discípulos, por se basear em relacionamentos pessoais comprometidos, não acontece em grandes grupos. É possível se ouvir uma pregação expositiva de uma forma poderosa e eloquente e, assim mesmo, não aplicar na sua própria vida. É aquele passo adicional, tomado na companhia de outros que se importam com o nosso crescimento em seguir a Jesus, que nos ajuda a amadurecer, no meio de nossas circunstâncias e experiências pessoais. Ao mesmo tempo, um grupo grande composto de pessoas que estão experimentando fazer discípulos um-a-um ou em grupos pequenos tem a força tremenda de estabelecer uma cultura de fazer discípulos.

Colocando estes dois tipos de modelos juntos, se abre quatro possibilidades:

  1. Colegial (discipulado horizontal) um a um

  2. Colegial (discipulado horizontal) grupos pequenos

  3. Aprendizado (discipulado vertical) um a um

  4. Aprendizado (discipulado vertical) grupos pequenos

O ideal talvez seja a combinação das quatro possibilidades: um pequeno grupo que incorpore o “um-a-um” e a combinação de um discipulador proativo que ajuda outros, mas de uma maneira que envolve todos a ajudarem-se mutuamente ao crescimento, incluindo ele ou ela. Apesar de ser a forma ideal, qualquer um dos quatro modelos ou combinação deles é definitivamente um passo à frente para alguém que não tem nem um deles funcionando em suas vidas. É mais importante avançar tomando atitudes práticas do que esperar pela situação ideal¹.


3. Compartilhando. Quando você tem clareza nos modelos e definições, o próximo passo seria compartilhar com outros para ver se eles querem se identificar em serem discípulos, serem discipulados ou os dois ao mesmo tempo. Pense nestas questões, avalie ou modifique elas como melhor lhe parecer.

  1. Baseado nas definições, você se identifica em ser um discípulo?

  2. Se você se identifica em ser um discípulo ou deseja se tornar um, você prefere um discipulado colegiado (mútuo) ou modelo de aprendizado (uma pessoa liderando) ou uma combinação das duas?

  3. Você preferiria um-a-um, pequeno grupo ou a combinação dos dois?

4. Seleção e “química”. Fazer discípulos do modo colegiado ou mútuo pode funcionar em qualquer grupo que está motivado a abraçar o crescimento em Cristo intencionalmente. A chave é que o grupo vá além do estudo bíblico e comunhão para intencionalmente compartilhar aonde eles querem e precisam crescer, buscando ajuda com outras pessoas, sendo ensináveis, pois este é o DNA de um discípulo.


Isto pode acontecer entre dois, três ou quatro amigos, em um grupo celular, entre líderes ou entre pastores. Normalmente, funcionará melhor em grupo com no máximo 4 pessoas. Se um grupo celular, por exemplo, tem dez ou doze pessoas, o discipulado não vai acontecer significativamente, a não ser que se subdivida em grupos menores. O ideal é que cada um desses grupos pequenos tenha um líder-facilitador que une o melhor do modelo de discipulado vertical e horizontal.


Em contraste com o modelo colegiado que não enfatiza o papel da liderança para o discipulador, o modelo aprendizado (vertical) requer uma certa dose de escolha e química. Jesus levou um ano e meio para identificar os doze. Um pastor ou líder precisa olhar com cuidado os processos que Jesus usou e avaliar os critérios de seleção. Explicaremos isto em outro artigo.


Próximos passos possíveis:

  1. Aplicar os conceitos deste artigo à sua vida.

  2. Compartilhar estes conceitos com outros que quem você gostaria de criar uma cultura de fazer discípulos.

  3. Discutir juntos estes conceitos². Isto pode ser feito de forma virtual.

  4. Como grupo, aplicar estes conceitos de alguma forma³.


______________________

Notas:


¹ Três passos ideais: 1) uma abordagem de cima para baixo aonde o líder principal e os líderes da igreja, denominação ou organização abracem o discipulado; 2) uma abordagem do meio para fora aonde líderes no meio de uma organização ou denominação começam a fazer discípulos a partir deles, e 3) uma abordagem de baixo para cima aonde cada cristão maduro abraça o discipulado e começa a multiplicar. A primeira das três é a mais estratégica e crítica no sentido de toda uma igreja ou denominação mudar. Ao mesmo tempo que oramos e trabalhamos na direção das três opções, devemos especificamente agir na esfera onde Deus nos colocou.


² Nesta realidade de corona vírus, o discipulado e os diversos passos neste artigo talvez precisem acontecer de forma virtual.


³ No contexto de uma organização, denominação ou igreja, isto deve começar na equipe de liderança. Significa começar com o líder. Esforços para pedir a outros fazer o que a própria liderança não está fazendo, vai fazer com que “o tiro saia pela culatra”, gerando resistência ao discipulado. Uma vez que a liderança está desenvolvendo e prosperando nos modelos e cultura de fazer discípulos, eles podem estender isto a outros. Jesus fez exatamente isto. Ele focou nos três, estendeu aos doze, e depois aos setenta, que se tornaram o odre humano para a explosão do Pentecostes promovido pelo Espírito Santo (o vinho).



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