As obras memoráveis de Deus refletidas nos filhos seus

Atualizado: Ago 26



Salmos 111 e 112:


Voltamos aos nossos salmos gêmeos. São semelhantes porque ambos começam com aleluia e ambos são desenvolvidos de forma acrostica. Que quer isto dizer?


Ambos os salmos, no original hebraico, são montados em 22 linhas, sendo que cada linha inicia com uma letra do alfabeto hebraico, de forma crescente e ordenada. Na primeira reflexão, mencionamos a importância de que não há rival ou oponente para o Senhor Deus.


Também apontamos para a espiritualidade espelhada nos dois Salmos, sendo retratada uma relação alegre e comprometida com o Senhor, que se reflete nos relacionamentos do dia a dia. Por fim, entendemos que, para se chegar a esta espiritualidade, é preciso entender e viver no temor do Senhor. Pois o temor do Senhor é, na verdade, uma submissão alegre, respeitosa e voluntariosa à vontade do Senhor, conduzindo a uma vida bem sucedida. É uma essência do discipulado: Ter um coração ensinável!


Sigamos na caminhada com estes dois Salmos. Desta feita, vamos refletir sobre os versículos 2 a 4 de ambos.


O Sl 111.2,3 celebra as grandes obras de Deus. Quem ama a Deus exalta as suas obras. Quando observamos atentamente as obras do Senhor, percebemos que são feitas com amor e excelência. Triste que somos uma geração que, por conta da vida agitada e consumista, perdemos o senso de observação de detalhes da bela obra de Deus, com seus aromas, detalhes, cores, intensidade, delicadeza, força, etc... E a obra mais significativa é a que Deus faz em nós, por meio de Jesus. Agostinho disse: “Tu, que nunca abandonas as obras começadas, completa o que em mim há de imperfeito.” Esta obra de Deus continua sendo aperfeiçoada em Jesus! Então, grandiosas são as obras de Deus, tanto as que já fez, quanto as que continua fazendo!


Já o Salmo 112.2,3 espelha, nestes mesmos versículos, pelo menos duas relações bem diretas com o Salmo 111. Há a promessa de que a descendência do justo será poderosa na terra. Assim como as obras poderosas de Deus, mencionadas no Salmo 111, resultam em benção para nós, assim a descendência poderosa do justo o é. Há que se destacar o sentido desta descendência poderosa, que se relaciona não com um poder despótico, mas descrevendo pessoas que influenciam de forma benéfica e tem boa reputação. Com que propósito temos educado nossos filhos? E discipulado os filhos ou outros? A segunda linha deste v. 2 complementa a ideia. Estes influenciadores serão pessoas abençoadas que abençoarão a outros. Farão diferença na sua geração.


Há uma bela relação entre o v. 3 do Salmo 111 e o mesmo versículo do 112. Nas obras de Deus há esplendor e majestade. Já na casa do justo, em 112.3a, há abundância e riquezas. De novo, há um clima de grande alegria aqui. O que ama ao Senhor se alegra com suas obras, que interferem em sua vida. E também experimenta o alcance da benção do Senhor em sua casa, família e vida.


Observe que construção há no final do v. 3 de ambos os Salmos. A sua justiça permanece para sempre. Esta afirmação tem o mesmo peso para Deus como para nós? A justiça de Deus tem a ver com suas obras que são justas, mesmo que nem sempre compreendidas (Quem pode contender, questionar o Senhor e os seus feitos?). Mais ainda, está relacionada com sua fidelidade.


O justo, em sua relação direta com Deus, reflete este caráter divino em seus atos e vida. Este é o ponto. A justiça do justo que permanece, é por causa da obra de Deus em sua vida, não por um mérito próprio. O discípulo reconhece que Cristo habita nele o faz ser videira que dá muito fruto. O fruto que agrada a Deus, fruto da justiça que permanece.


111.4 destaca que as obras divinas são memoráveis. As festas anuais ordenadas para o povo de Israel visavam justamente lembrar os feitos de Deus, começando com a páscoa, que celebrava a saída da escravidão do Egito. A cruz aponta para o feito grandioso de Deus que rememoramos quando nos reunimos em culto, sobretudo na celebração da ceia do Senhor.


O v. 4 do Salmo 112 evoca, na 1ª. parte, que a luz vence as trevas que ameaçam a vida do justo. É a vida divina transbordando na vida do discípulo. É o brilho do Senhor nos que o amam, que exaltam as suas obras, que refletem sua bondade, sua compaixão e justiça.


Jesus é a luz do mundo e o seu discípulo o segue. Mais que isto, a sua vida é chamada a brilhar em meio a indiferença, perversidade, maldade e tantas outras expressões da impiedade e incredulidade em nosso meio. Esta metáfora é bem significativa: O s discípulos de Jesus normalmente não são maioria, mas sua presença se faz notar assim como um ponto de luz brilhando na escuridão. A luz de sua fé tem feito diferença no meio em que você vive? Deus tem sido glorificado por meio de seu brilhante testemunho? O Senhor ajude, pelo seu Espírito Santo, que sim!


As obras memoráveis de Deus

Refletidas nos filhos seus


Aguarde uma terceira parte desta reflexão...

Caminhando com a Palavra, caminhando com Jesus


Oscar Elias Jans

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